Bactérias causam surto de intoxicação alimentar por pizza deixa um morto e mais de 100 doentes na Paraíba
Um grave surto de intoxicação alimentar registrado na Paraíba nas últimas 24 horas acendeu o alerta das autoridades de vigilância sanitária. Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) confirmou uma morte e mais de 100 casos de pacientes que apresentaram sintomas severos após o consumo de pizzas provenientes de um mesmo estabelecimento.
Análises preliminares laboratoriais identificaram a presença de bactérias comuns, mas que em altas concentrações ou em organismos vulneráveis, podem ser letais.
Entenda o Caso
O surto começou a ser mapeado após diversas unidades de pronto atendimento registrarem um fluxo atípico de pacientes com o mesmo quadro clínico.
- O Agente: Foram detectadas cepas de Staphylococcus aureus e Salmonella, frequentemente associadas à manipulação inadequada de alimentos e falhas na cadeia de refrigeração.
- A Vítima: A vítima fatal, cuja identidade foi preservada, apresentou um quadro de desidratação profunda seguido de choque séptico.
- Interdição: O estabelecimento responsável foi interditado cautelarmente pela Vigilância Sanitária para perícia completa na cozinha e no estoque de insumos.
Guia de Proteção: Como evitar a intoxicação alimentar
Especialistas reforçam que bactérias “comuns” tornam-se perigosas devido ao armazenamento incorreto. Confira as orientações para o consumidor:
- Higiene do Local: Observe se os manipuladores de alimentos usam redes de cabelo e se o ambiente de entrega/balcão parece limpo.
- Temperatura: Alimentos quentes devem ser entregues pelando (acima de 60°C) e alimentos frios devem estar refrigerados. O “morno” é a zona de perigo onde as bactérias se multiplicam rapidamente.
- Atenção aos Sintomas: Vômitos persistentes, diarreia com sangue, febre alta ou sinais de desidratação (boca seca e pouca urina) exigem busca imediata por atendimento médico.
Providências Jurídicas e Administrativas
O caso deverá ser acompanhado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar a responsabilidade civil e criminal dos proprietários. Consumidores afetados devem guardar notas fiscais e laudos médicos para eventuais medidas reparatórias.
